Nos últimos tempos, houve a necessidade de maior uso da internet para conexão de pessoas em todos os setores, devido à pandemia e isolamento social. Muitos profissionais e empresas enfrentaram dificuldades para se adaptar ao novo modelo de relacionamento e trabalho. A sociedade está passando por uma transformação que envolve vários “homes”: home office, homeschooling… Para isso, a adaptação pela qual estamos vivendo passa também em mudar a forma como nos comunicamos através do online, para que ele não se torne cansativo e distante.

Quando pensamos em um ambiente de reuniões virtuais, ou mesmo de aulas online, uma questão recorrente é com relação a interatividade. Buscar tornar estes eventos mais práticos, com experiências mais concretas se tornou um grande desafio. Para isso, precisamos utilizar algumas técnicas que promovam o sentimento “mão na massa”, com a utilização de estudos de caso, por exemplo.

E qual seria um passo a passo para isso? Primeiro é necessário convidar os participantes para pensarem com o líder de discussão sobre uma determinada situação. Então, apresentar um problema, suas possíveis alternativas para a solução de tal questão; aguçando a curiosidade dos envolvidos, bem como valorizando a experiência pessoal de cada um. Neste contexto, o líder, seja ele professor ou chefe, acaba assumindo mais um papel de mentor, direcionando o grupo, analisando e promovendo o envolvimento dos participantes.

Antes, as pessoas eram mais passivas na comunicação, assistindo TV, e mais recentemente envolvidos em acompanhar os feeds e stories nas redes sociais. Éramos simplesmente consumidores. Mas, o mundo tem se tornado cada vez mais unificado, e todas as pessoas estão se vendo como potenciais produtoras de conteúdo. Quando enxergamos as telinhas como uma forma de cortar caminho e acessar interesses (sejam gestores de empresa, clientes, marca ou pessoal), a mentalidade se expande e abrem-se os horizontes. Até o acesso a um cliente muda, porque ele está à procura de informações que empresas têm, mas que até então estava mais limitada a outros meios e formas de comunicação. As redes sociais, quando usadas com inteligência, ajudam a encurtar caminhos e quebrar barreiras entre as pessoas.

Atualmente, o produtor rural tornou-se um mini expert em vários assuntos: finanças, legislações, comercialização da safra, clima, câmbio, e muitos outros! Para isso, se ele conseguir ver nos profissionais, pessoas que vão levar a ele mais do que produtos e sim soluções, o ajudando a otimizar o tempo de suas decisões, ele consumirá tanto do conteúdo, quanto dos serviços oferecidos.

Manter o olhar no alvo, na dor que se está tentando resolver, é a chave central para ter sucesso com a produção de conteúdo específico. Com a história da AgroSchool, desde o princípio eles buscaram trazer ao público conteúdo relacionados a temas que muitas vezes as pessoas tinham muitas dúvidas, e cujo acesso não era tão fácil em uma linguagem simples, fácil e objetiva, como: mercado financeiro, derivativos, hedge, bolsa de mercadorias e futuros, barter, entre outros. Muitas pessoas não conheciam muito desses assuntos, mas tinham interesse em conhecer mais. Exatamente, o que a Marina viveu no início da sua carreira no agro.

Para auxiliar os profissionais a se desenvolver melhor no digital, seja expondo conteúdo, ou usando as redes para reuniões profissionais, ou até mesmo com um olhar comercial, Marina dá 7 dicas incríveis:

  1. Luz: Escolha um ambiente bem iluminado, com a luz principal vindo de frente para o seu rosto. Se possível, escolha também um fundo neutro. Evite fontes de luz por trás como janelas, por exemplo.
  2. Câmera: Posicione o seu computador ou smartphone na altura do seu rosto. Para isso, vale colocar livros embaixo do seu computador para gravar vídeos, escorar o celular em algum objeto, ou usar um tripé. Isso é para evitar que a câmera te pegue em um ângulo ruim, como de baixo para cima.
  3. Som: O ambiente precisa ser silencioso e sem eco. Nos vídeos, qualquer barulhinho aparece e pode atrapalhar o entendimento do seu conteúdo. Se for possível, utilize um fone de ouvido com microfone ou microfone externo.

4: Cuide do antes, durante e depois da interação: como o tempo de interação é relativamente curto, prepare os participantes compartilhando artigos ou outros materiais antes do tempo juntos (evento, aula, reunião). Depois, também é possível compartilhar mais algum material para reforçar o aprendizado, ou mesmo sugerir um exercício.

5: Faça Quebras: no online o tempo de atenção do aluno ao professor reduz muito, e isso também vale para apresentações e reuniões em empresas. Por isso, é fundamental que sejam feitas quebras ao longo da aula. De qual forma? Alternando entre a apresentação e a sua imagem no vídeo, mudando o tom da voz. Os gestos também precisam acontecer dentro do espaço do vídeo, onde as pessoas consigam ver a sua mão.

6: Interaja com os alunos: existem diversas formas que podemos utilizar, mas para um grupo grande podemos pedir a eles que se manifestem pelo chat. Perguntas como: “vocês concordam com tal ponto? Se sim, coloca um ‘joia’ no chat.”, ou “alguém tem alguma história sobre esse tema que gostaria de compartilhar?”. Faça com que eles se sintam participativos da aula, e não apenas expectadores.

7: Conte histórias: esta é a última, e talvez, a dica mais importante. Nada prende mais a atenção dos alunos do que boas histórias. Componha sua aula de tal forma que você consiga expor o conteúdo técnico, mas embalada dentro de um contexto de algo vivido por você, por algum cliente (obviamente sem citar o nome) ou que vocês ficaram sabendo. As pessoas querem saber na prática como a teoria se comporta, querem entender os bastidores, os erros e acertos. E ao compartilhar isso, você cria uma relação de proximidade com a turma.

 

E vocês, como tem sido esta experiência virtual? Compartilhem conosco os aprendizados que estão tendo neste momento de adaptação digital. Esperamos que este material tenha lhe ajudado a otimizar seu trabalho, e sua forma de interagir com o ambiente online.

Crédito: Marina Fusco Piccini