Covid19 – Pandemias – Quarentena – Crise Econômica

A Atual crise, causada pela pandemia do COVID 19, é assimetria e está impactando da mesma forma vários mercados. Um exemplo, é o crescimento das vendas digitais sobre as presenciais, transferindo a liquidez de mercados. Outro exemplo, é a queda do valor das 3 maiores companhias áreas americana multiplicada por 10 não chega ao aumento de valor que a Amazon obteve atualmente.

Entretanto, nenhuma crise é igual a outra. A crise de liquidez atual é totalmente diferente da crise que houve em 2008. Atualmente vemos empresas com falta de caixa e sem faturamento por 90 dias, mas todo o mercado está recebendo apoio com grandes volumes de recursos, além da flexibilidade de compromissos com impostos por parte do Governos e Banco Centrais.

Atualmente, existe a falta de culpabilidade sobre o que está ocorrendo nos mercados e isto estimula o apoio mútuo do mercado e de entidades financeiras e governamentais. Todos estão muito mais compreensivos. Ao contrário do que ocorreu na crise de 2008, onde os Bancos foram culpados pela crise que desencadeou impactos em vários mercados por um período mais longo.

No que tange o agronegócio, a pandemia motiva uma onda de subsídios em vários países devido a segurança alimentar em tempos de crise.

A desconexão entre riscos de crédito e ativos, gera uma reflexão entre riscos de negócios versus ativos.

O auxílio emergencial, a postergação de impostos, a renegociações de aluguéis e dívidas, são ações que auxiliam pessoas a se manterem ativas, consumindo e contribuindo com a crise. Essas medidas são novas e diferentes de tudo que houve em crises anteriores.

Com o presente cenário mercadológico, os Bancos estão atuando de forma a postergar as dívidas ao invés de executá-las, restringindo novos empréstimos e até mesmo reduzindo limites. Em contrapartida, o Mercado de Capitais continua crescente nas aquisições de papeis nos mercados imobiliários e agronegócio.

No mercado de ações, a percepção desconecta os bons preços dos ativos nas telas, bolsas em NY, SP, Londres, versus a realidade de perdas de milhões de empregos com recessão global. Mercado prevê que Governos, Bancos Centrais e até mesmo auxílio mútuo entre empresas, podem ajudar no retorno dos bons resultados e retomada da economia.

  • Desconexão entre spread antes e depois da pandemia com papeis de baixo riscos:
    • Set/2019: CDI = 5,5% + 1,5% spread = 7,00% a.a.
    • Jun/20: CDI = 2,90% + 3,0% spread = 5,90% a.a. (-19%)
  • Desconexão entre spread antes e depois da pandemia com papeis de alto riscos:
    • Set/2019: CDI = 5,5% + 10% spread = 15,50% a.a.
    • Jun/20: CDI = 2,90% + 15% spread = 17,90% a.a. (+15,48%)

Diante do exposto, o que torna o Brasil preparado para a crise econômica atual é basicamente:

  • Juros baixos 2,25% SELIC;
  • Inflação baixa sem perspectiva de alta a curto prazo;
  • Câmbio alto auxiliando os exportadores que podem puxar a economia e competitividade de altos custos para importadores: possibilidade boa competitividades com produtos do mercado interno.
  • Ambiente favorável para a emissão de moeda em apoio a liquidez no mercado interno.
  • Dívida pública do governo federal fechou em 2018 com R$ 3,877 trilhões, 76,7% do PIB, e em 2019 com R$ 4.249 trilhões, 77% do PIB, Aumento de 9,59%, principalmente devido as Previdências públicas Federais, Estaduais e Municipais.
  • Economia de aproximadamente R$ 418 bilhões de 2019 a 2022, pelo governo com a redução dos juros Selic, porém a dívida pública deve ultrapassar 100% do PIB devido ao Covid19.
  • Em 2020, as reservas que estão em US$ 343 bilhões, já tiveram uma valorização de R$ 677,7 bilhões, reduzindo a dívida pública líquida em 1,9% do PIB.
  • Mercados no Brasil podem assumir mais dívidas com juros baixos contando com os ativos de consumo do mercado interno e matérias primas abundantes.

Conclusão: o ambiente econômico é favorável a todos nós. Juros e as taxas estão menores. Chegando a 2%, temos inflação praticamente negativa ou muito baixa. Câmbio alto estimula as exportações. Na macroeconomia, o tesouro nacional está economizando muito por conta dos juros baixos sobre o endividamento do Brasil. O banco central está baixando a Selic para alavancar a economia. Comparado com 2018, 3.8 trilhões de dívidas, em 2019 foi 4.2 trilhões de dívidas, 9.5 de aumento do PBI.

Desta forma, o Brasil tem todas as condições favoráveis necessários para decolar sua economia e retomar o crescimento de forma sustentável, como sempre, contando com o Agronegócio como carro chefe deste crescimento.

Crédito: David Telio